Governo está atento ao déficit em conta corrente, diz BNDES

Segundo Luciano Coutinho, governo federal não permitirá que saldo negativo ultrapassasse 1,5% do PIB

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

24 de junho de 2008 | 14h33

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho afirmou nesta terça-feira, 24, que o governo vê com atenção a evolução do déficit em conta corrente e que não permitirá que ele ultrapasse 1,5% do PIB. "É um valor prudencial. Países que permitiram déficits mais altos vulnerabilizaram de forma rápida suas contas correntes", alertou. Coutinho afirmou que, para conter a evolução do déficit em conta corrente, o governo utilizará a política industrial para estimular as exportações de forma a compatibilizá-las com as importações de máquinas equipamentos. Segundo o presidente do BNDES, a demanda por financiamentos para a produção continua em alta e o banco já busca funding tanto no mercado interno como externo para financiar as operações a partir de 2009. Ele assegurou que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) não será elevada e os recursos a ela indexados - cerca de R$ 60 bilhões - serão reservados para as três prioridades do banco: infra-estrutura, aumento da capacidade de produção e inovação. "Não faltarão recursos para as empresas que estejam dentro dessas três prioridades", enfatizou. Coutinho explicou que nos demais casos o banco irá utilizar uma combinação de fatores para estabelecer o indexador dos empréstimos. Ela levará em conta a TJLP, uma cesta de moedas e índices de inflação. "Vamos racionalizar a utilização de nossos recursos focando nessas três prioridades", explicou.

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