Governo está ´tranqüilo´ de legalidade da compra da Ipiranga

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou nesta terça-feira que o governo está "absolutamente tranqüilo" em relação à legalidade da operação de aquisição da Ipiranga pelo consórcio Petrobras, Ultra, Braskem. De acordo com o ministro, trata-se de um empreendimento "importante para o Brasil", em que todos os procedimentos legais foram cumpridos. "Estamos absolutamente tranqüilos, porque esta é uma operação que se sustenta e tem toda uma lógica das empresas envolvidas na aquisição", afirmou Rondeau.Questionado sobre possíveis problemas relacionados à defesa da concorrência, que poderiam levar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a fazer restrições ao negócio, o ministro preferiu não fazer comentários. Rondeau falou com jornalistas pouco antes de entrar para uma reunião com o bloco governista no Senado para tratar das medidas relacionadas ao setor de energia incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).MadeiraEle disse que, se até o início de abril, o Instituto Brasileiro de Defesa do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não conceder licença prévia para as obras do complexo do Rio Madeira (usinas de Jirau e Santo Antonio), poderá haver atraso no primeiro dos dois leilões em que serão definidas as empresas que construirão e operarão as usinas. A intenção do governo era promover esse leilão em junho ou julho.O ministro informou, porém, que o atraso na liberação da licença ainda não é crítico. Ele disse que está "aguardando um pronunciamento do Ibama", mas que, por enquanto, ainda há como manter o atual calendário. "Se a licença (para a primeira das duas usinas) sair até o final de março ou início de abril, podemos manter essa janela, para que o leilão aconteça entre junho e julho", disse o ministro. "Se não, eu vou arrastando. Temos de cumprir as formalidades do edital", completou. Usina nuclearRondeau confirmou também que a possível retomada da construção da usina nuclear Angra III deve ser discutida na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para o próximo dia 29. Segundo ele, a energia gerada por usinas nucleares custa hoje cerca de US$ 140 por MW/hora. Em hidrelétricas novas, o custo está em torno de US$ 128 a US$ 130 MW/hora. Isso significa que a energia de fontes nucleares vem se tornando uma atraente para complementar a geração hidrelétrica. O ministro observou, no entanto, que existem fatores políticos e ambientais a serem considerados no caso da energia nuclear.

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