Juros

E-Investidor: Esperado, novo corte da Selic deve acelerar troca da renda fixa por variável

Governo estima inflação acima de 5,5% e juros de 13%

O governo federal divulgou nesta segunda-feira um relatório no qual assume oficialmente, pela primeira vez, que a inflação de 2004 deve ficar acima dos 5,5% fixados como meta pelo Conselho Monetário Nacional. De acordo com as novas projeções do Ministério da Fazenda e que servem de parâmetro para a programação orçamentária, o IPCA deve terminar o ano em 6,37%, ainda dentro da oscilação da meta, de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A estimativa enquadra-se nas novas expectativas do mercado em função das recentes turbulências. Na pesquisa Focus, divulgada hoje pelo BC, a previsão é de um IPCA de 6,36%.Apesar de ajustar-se às expectativas do mercado sobre a inflação, o Ministério da Fazenda não reconhece que o ritmo da queda na taxa de juros será mais lento, como prevêem os analistas. O relatório enviado hoje ao Congresso prevê que a taxa Selic, que está em 16%, chegará a 13% no final do ano, e não mais em 13,84%, como o governo apontava em março. No mercado, a expectativa é de que os juros cairão para 14,5% em dezembro. Já com relação à taxa de câmbio, o governo reduziu de R$ 3,19 para R$ 3,11 a projeção para dezembro. Enquanto isso, a pesquisa feita pelo BC com o mercado aponta alta de R$ 3,05 para R$ 3,08, em comparação com a estimativa feita pelos especialistas no mês passado. O Ministério da Fazenda continua apostando em que o PIB vá crescer em torno de 3,5% em 2004, mas admite uma queda brusca na taxa de crescimento da massa salarial. No relatório de março, o governo esperava que o volume de salários do País cresceria 13,74% neste ano, mas as novas projeções apontam para uma alta de apenas 8,35%.

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