Governo estuda concessão de aeroportos regionais, diz Serra

Idéia é que empresas façam obras nos terminais do interior, pouco aproveitados, segundo o governador de SP

Carolina Ruhman, Agência Estado

18 de novembro de 2008 | 15h51

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), informou que o governo está estudando a possibilidade de licitar alguns aeroportos regionais no interior do Estado. "Há uma idéia sim em São Paulo de fazer concessões de alguns aeroportos no interior para a área privada poder inclusive fazer obras necessárias", revelou Serra, sem citar números, após cerimônia de inauguração do Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual do Trabalhador (Pacet).   Veja também: Para especialistas, privatização é melhor saída para aeroportos Estudo de concessão de aeroportos deve ter fim até junho Edital para ampliação de Cumbica deve sair até 15 de dezembro Gaudenzi pode deixar Infraero se governo privatizar aeroportos   Obra do terminal 3 do Galeão iniciará em 2014, afirma Infraero   O governador avaliou que o Estado possui uma ampla rede de aeroportos pouco explorados. "E o Estado não tem vocação para criar uma Infraero paulista", pontuou. Segundo ele, a idéia é fazer "concessões bem feitas", que impliquem investimentos por parte das empresas que receberem as concessões. "Às vezes, esticar uma pista, construir hangares, terminais de carga", citou.   Serra afirmou que a idéia ainda está sendo estudada pelo governo, mas demonstrou sua disposição de concluir rapidamente o processo. "Eu espero proximamente poder anunciar", disse. Entretanto, ele evitou fazer uma avaliação do tempo que isto pode tomar.   O governador aproveitou a ocasião para fazer uma defesa da privatização do aeroporto de Viracopos, que está sendo avaliada pelo governo federal. "Viracopos pode ser 30 vezes maior do que hoje em volume de passageiros", afirmou. Ele disse que "estimularia" também o governo federal com relação à concessão do terceiro terminal do aeroporto de Cumbica. Em uma cobrança ao governo federal, Serra disse que a licitação "fica se arrastando, os meses, os anos vão passando e não acontece nada".

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