Governo estuda dar mais previsibilidade a reajustes do diesel para acalmar caminhoneiros

Planalto receia que o movimento de paralisação dos caminhoneiros, até agora localizado e pacífico, cresça nas próximas horas

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2018 | 17h59

BRASÍLIA - O governo receia que o movimento de paralisação dos caminhoneiros, até agora localizado e pacífico, cresça nas próximas horas. Por isso, corre para buscar uma resposta à principal queixa da categoria: os sucessivos reajustes no preço do diesel, sem uma contrapartida de aumento no frete. Uma das ideias a serem analisadas, segundo informou uma fonte, é tentar dar mais previsibilidade aos reajustes da Petrobrás.

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A preocupação é grande no Palácio do Planalto. Há pouco, durante uma reunião sobre um assunto completamente diferente, do conselho da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que seria buscada uma proposta “hoje mesmo” para ser apresentada aos caminhoneiros.

No momento, os que aderiram aos protestos contra os preços elevados apenas estacionaram seus veículos. As informações que chegam ao governo são de que a adesão é moderada.

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Porém, a greve tem todos os ingredientes para crescer e, aí sim, levar a maiores prejuízos com os bloqueios de rodovias e a uma pressão mais forte sobre o governo. Segundo o Planalto foi informado, algumas transportadoras de grande porte estão dando apoio a seus funcionários para participar dos protestos.

Além disso, há notícias que os cegonheiros também estão apoiando o movimento. Esse é um segmento organizado da categoria que, no geral, não tem uma liderança única. Assim, a greve dessa vez poderá não ficar restrita aos caminhoneiros autônomos, como foi no ano passado.

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Mais cedo, o governo divulgou que, ainda hoje, haverá uma reunião entre os ministros de Minas e Energia, Moreira Franco, e da Fazenda, Eduardo Guardia, para discutir a alta dos preços dos combustíveis. Ela está marcada para as 18h. O assunto ambém foi discutido no domingo, 20, pelo presidente Michel Temer, que recebeu Moreira Franco, Guardia e Padilha no Jaburu.

O assunto ganhou também a atenção do Legislativo. Câmara e Senado decidiram realizar uma comissão geral para debater o assunto.

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