Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Governo avalia alternativas para ajudar Estados

Uma das ideias é permitir operações de securitização de recebíveis por órgãos ligadas aos Estados

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2016 | 16h49
Atualizado 17 Novembro 2016 | 22h21

NOVA YORK - O governo federal avalia diversas alternativas para tentar ajudar os Estados em crise, mas desde que não prejudiquem o ajuste fiscal, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista a jornalistas em Nova York nesta quinta-feira, 17. Uma das possibilidades, segundo disse posteriormente o Ministério da Fazenda, seria fazer novas operações de securitização de recebíveis para ajudar governos estaduais.

A ideia seria permitir operações de securitização de recebíveis por instituições ligadas aos Estados. Esse modelo foi usado na captação feita pelo fundo de previdência dos servidores fluminenses, a RioPrevidência, em 2014. Naquela ocasião, o fundo captou recursos com a emissão de papéis respaldados com a perspectiva de recebimento futuro de royalties do petróleo.

Impacto. O ministro da Fazenda fez questão de salientar em diversos momentos da entrevista que essa ajuda aos Estados não pode comprometer o ajuste fiscal, o que prejudicaria a economia. “Não podemos, na ânsia de aliviar os efeitos da doença no paciente, prejudicarmos fatalmente a saúde do paciente.”

Na semana que vem, de volta ao Brasil, Meirelles disse que se reunirá com o presidente Michel Temer para discutir a questão dos Estados. 

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