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Governo estuda linha de crédito para viabilizar biomassa

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou hoje que o governo estuda uma linha de financiamento para viabilizar o uso da biomassa como fonte alternativa de energia elétrica. Ele acredita que a geração de energia em caldeiras, a partir do uso da biomassa (principalmente o bagaço de cana-de-açúcar), é a saída."Essa é a resposta que nos dará segurança energética para ultrapassar o período mais crítico, junto com o programa de conservação de energia", afirmou, durante depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.O período mais crítico deverá ocorrer entre 2011 e 2013, quando entram em operação as hidrelétricas de Santo Antonio e de Jirau, no rio Madeira. "A estimativa do governo é a de que em 2011 existirá um déficit de 1,4 mil megawatts de energia, que será coberto com a queima de óleo combustível", disse o senador Aloisio Mercadante, presidente da CAE. Segundo ele, o uso da biomassa representa um potencial de 5 mil megawatts. "É uma energia muito mais limpa do que a queima do óleo e mais barata", afirmou.Coutinho informou que o assunto está sendo discutido com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e, segundo ele, a preocupação do governo não é apenas a de disponibilizar créditos para a aquisição de caldeiras de alta pressão, altamente eficientes, mas viabilizar a conexão das usinas com a rede de energia.MadeiraCoutinho informou também que o BNDES participará ativamente da construção das duas hidrelétricas no Rio Madeira. Se o grupo privado que ganhar a licitação desejar, o BNDES poderá fazer parte da composição acionária da empresa que tocará os dois empreendimentos. "Não faltará a presença do BNDES como sócio estratégico", disse.Ele informou ainda que tem mantido "tratativas com bancos" para financiar o empreendimento, com a participação do BNDES. A idéia é formar um pool de bancos, liderado pelo BNDES. "Não pretendemos financiar sozinho os US$ 10 bilhões (quantia estimada do investimento nas duas hidrelétricas)", afirmou. "O nosso objetivo é alavancar ao máximo a participação privada", acrescentou.

RIBAMAR OLIVEIRA, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 20h06

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