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Governo estuda aumentar imposto de importação do aço

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o governo tem de criar uma política que defenda os interesses nacionais; ações de siderúrgicas dispararam

Rachel Gamarski, Lorenna Rodrigues e Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 12h27

Atualizado às 13h

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira, 18, que o governo está estudando as medidas que deverão ser tomadas no setor de aço, mas que sejam compatíveis com os investimentos e não onerem inadequadamente outros setores. Entre as possibilidades, Levy avalia que subir a alíquota de importação está entre as medidas, mas que a ação pode não ser a melhor ou mais permanente.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, confirmou que a possibilidade de alta do Imposto de Importação para produtos siderúrgicos está em "análise" no governo por recomendação da presidente Dilma Rousseff.

Diante da expectativa de ajuda do governo ao setor, as ações das siderúrgicas têm alta expressiva no pregão de hoje do Ibovespa. Os destaques são Usiminas e CSN, que sobem mais de 16%. Gerdau registra alta superior a 7%. 

Segundo Levy, o mercado de aço vive uma situação particular porque houve expansão na produção de aço, para exportação e para uso doméstico. Além disso, Levy ressalta que o setor vive um excesso de oferta e afirma que o governo tem de criar uma política que defenda os interesses nacionais.

"Subir alíquota de importação é uma possibilidade, talvez a mais óbvia e não necessariamente a melhor ou mais permanente, tem que haver debate, já conversamos com a presidente, vamos propor e vamos ver o que é compatível olhando a produtividade”, disse após audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Monteiro, por sua vez, traçou um cenário pessimista se o Brasil não adotar medida de proteção para a indústria nacional, como está sendo feito em outros países. Na sua avaliação, as condições para o setor no Brasil podem se agravar "mais e mais". Segundo ele, "seguramente" a decisão será feita com avaliação de Joaquim Levy. Monteiro disse, no entanto, que não conhece a posição do ministro da Fazenda.

"Não temos decisão tomada sobre esse tema. O que nós sabemos é que o setor siderúrgico vive um momento muito difícil no mundo e que há um surto de medidas protecionistas e defesa comercial em todos os mercados siderúrgicos", argumentou Monteiro. "Ora, se o mundo faz isso e o Brasil não faz nada, esse excedente vem para o Brasil", disse. "É preciso construir uma medida de maneira equilibrada e adequada." (Com informações de Renato Carvalho e Fernanda Guimarães)

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