Governo estuda medidas para injetar dinheiro no setor agrícola

CMN deve realizar reunião extraordinária para aprovar ações, que incluem elevação da aplicação obrigatória

Fabiola Salvador, da Agência Estado,

14 Outubro 2008 | 13h56

O Conselho Monetário Nacional (CMN) pode apreciar, em reunião extraordinária que pode acontecer nesta quarta ou na quinta-feira, a mudança na regra da chamada exigibilidade bancária para o setor rural. Entre as medidas estudadas pelo governo para injetar dinheiro no setor agrícola está a elevação de 25% para 30% do volume de aplicação obrigatória para o crédito rural. No caso da poupança, a proposta é elevar a aplicação para 70%. Hoje, a lei obriga aplicação de 25% e 65%, respectivamente, em crédito agrícola.   A alteração injetaria recursos no setor agrícola, que reclama da falta de crédito para concluir o plantio da safra 2008/09 de grãos. Além dessas medidas, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que haverá uma liberação de compulsórios carimbados para o setor agrícola.   O CMN também deve autorizar a alteração de uma resolução de 99, que trata da classificação de risco para as operações do crédito rural. Essa medida permitirá que um número maior de produtores tenha acesso aos financiamentos. Além disso, com uma classificação de risco menor, os bancos poderão provisionar, ou seja, assegurar um volume menor de recursos para garantir o risco da operação.   Além dessas medidas, a iniciativa privada tem insistido na necessidade de uma linha de crédito específica para as exportações do agronegócio. O setor também defende a redução das alíquotas de exportação como forma de garantir mais crédito. "Uma medida como essa dá musculatura ao setor rural", disse uma fonte que tem acompanhado a negociação.   Além das medidas que devem ser analisadas pelo CMN, o governo também adotará mecanismos pontuais que garantirão a liberação de até R$ 800 milhões em créditos para o setor agrícola.

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