Governo estuda medidas para prejudicados pelo câmbio

O ministro do Desenvolvimento concordou que a valorização do real tira competitividade da indústria nacional, mas disse que a prioridade no momento é combater a inflação

Luciana Nunes Leal, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 16h17

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta sexta-feira, 29, no Fórum Econômico Mundial, no Rio, que a queda do dólar prejudica a competitividade da indústria nacional, mas está de acordo com o governo de que a prioridade no momento é combater a inflação, e não mais a valorização do real ante a moeda americana. "O câmbio nesse patamar prejudica muito a indústria. Nós estamos perdendo competitividade. O governo sabe, estamos tomando as providências adequadas, mas mesmo o setor industrial neste momento sabe que a prioridade é combater o surto inflacionário, que não é brasileiro, é mundial, mas nós temos que tomar medidas para que não nos contamine", afirmou.

Segundo Pimentel, até o fim de maio o governo vai divulgar novas medidas para proteger as empresas afetadas pela queda no dólar. Os setores mais atingidos devem receber mais benefícios. "Vamos anunciar medidas, nós estamos trabalhando nelas junto com o setor produtivo, para que enquanto o surto inflacionário não for controlado, nós também não deixemos que a nossa indústria sofra as consequências dessa taxa de câmbio", disse.

O ministro afirmou que o saldo da balança comercial será mais favorável este ano do que o previsto anteriormente pelo governo. Pimentel deve anunciar na semana que vem uma estimativa de superávit para a balança superior aos US$ 13 bilhões previstos anteriormente, em razão dos preços em alta das commodities no mercado internacional. "A balança está bem, está com um saldo de superávit bem significativo, mais de US$ 4 bilhões, e a projeção nossa, provavelmente na segunda-feira, nós vamos divulgar uma mais otimista do que divulgamos no início do ano. Nós estávamos pensando num saldo de US$ 12 bilhões a US$ 13 bilhões e eu acho que vai ser bem mais do que isso", adiantou.

Contudo, afirmou que o governo precisa cuidar da produção interna. "Esse é o grande problema nosso, na minha área. Nós queremos que a economia brasileira seja competitiva em todos os segmentos", finalizou.

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