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Governo estuda novas medidas de desoneração de impostos, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta quarta-feira que o governo estuda a adoção de novas medidas de desoneração de impostos. Ele, entretanto, não quis se comprometer com o prazo de adoção das medidas e nem mesmo definiu quais setores da economia poderão ser beneficiados pela decisão. Mantega destacou que o governo pretende adotar um programa de desoneração nos próximos meses e anos. A idéia, segundo ele, é reduzir o custo tributário das empresas brasileiras e compensar, em parte, as perdas geradas pela valorização do real frente ao dólar. O ministro lembrou que, ao lado disso, o custo financeiro das empresas também tem sido reduzido em função das quedas das taxas de juros. Isso, de acordo com ele, também ajuda a compensar eventuais perdas provocadas pela variação do câmbio. Mantega destacou, ao mesmo tempo, que as novas desoneração serão feitas sempre levando em conta a sustentabilidade orçamentária do País.Redução da TJLPMantega também afirmou que com a melhora do resultado das contas públicas há espaço para o governo arcar com o custo fiscal da redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). "Melhorou o resultado fiscal e, portanto, existe margem para que possamos arcar com alguma perda possível com essa redução", disse o ministro.Mantega acrescentou ainda que na definição da TJLP o Conselho Monetário Nacional (CMN) tem que obrigatoriamente utilizar a meta de inflação. No caso de hoje, ela é de 4,5%. "Temos que usar a meta de inflação e não a inflação efetiva. Se fôssemos usar a inflação efetiva, a TJLP poderia cair ainda mais", disse ele.InvestimentosCom a redução da TJLP de 7,5% para 6,85%, Mantega enfatizou a questão do estímulo aos investimentos. "Para termos um crescimento sustentável é preciso fomentar a formação bruta de capital fixo", afirmou o ministro. Segundo ele, os investimentos no primeiro semestre deste ano cresceram 5,7% na comparação com o mesmo período de 2005. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em julho, segundo Mantega, o crescimento foi de 9,8%."Com esta redução da TJLP, nós nos aproximamos das taxas de juros para investimentos de outros países emergentes, levando em conta o risco país e a inflação", disse o ministro.Mantega afirmou que o CMN considerou para definir a nova TJLP, a meta de inflação projetada para os próximos anos, de 4,5% e um risco país em torno de 220 e 230 pontos.Matéria ampliada às 15h56

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