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Governo estuda plano de socorro às aéreas

Segundo presidente da Anac, análise financeira das companhias já foi concluída

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2013 | 02h08

O plano do governo de socorro às empresas aéreas começa a sair do papel. Ontem, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, revelou que o órgão já entregou à Secretaria de Aviação Civil (SAC) o relatório econômico e financeiro sobre a saúde das companhias brasileiras. Em abril, o mesmo estudo foi solicitado também ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com as informações, o governo quer avaliar como poderia auxiliar as companhias aéreas nesse momento de câmbio desfavorável, desaceleração da demanda e preços mais elevados de combustível. "A partir daí, o ministério terá informações para poder pensar em um plano de ajuda às empresas", disse.

À frente da SAC, o ministro Moreira Franco já reiterou o interesse do governo de ter empresas aéreas fortes no País. No ano passado, Gol e TAM, as duas maiores empresas do setor, amargaram prejuízos superiores a R$ 1 bilhão. As companhias reclamam do aumento de custo do querosene de aviação e alegam que reduziram os preços das passagens nos últimos anos, o que pressionou suas margens.

Guaranys afirmou ainda que até o fim do mês vai entregar o resultado da audiência pública sobre as novas regras para distribuições de "slots" (autorização para pousos e decolagens). A medida atingirá primeiro o aeroporto de Congonhas, considerado saturado pela Anac, mas, depois deve se estender para outros com o mesmo problema e que são considerados importantes para a malha aérea nacional. "Recebemos mais de 300 manifestações e estamos apurando o resultado final da audiência pública. Estamos recebendo item por item e dizendo porque incorporamos ou não essas regras. Nossa previsão é fechar esse relatório até o fim do semestre e levar a votação à diretoria da Anac", disse.

As novas regras valerão para qualquer aeroporto que se declare em situação de saturação de slots. "Pode ser para o aeroporto todo ou para determinadas faixas horárias. Em Brasília, por exemplo, há algumas faixas congestionadas", afirmou.

Contingência. A Anac vai entregar até o fim do mês um plano de contingência para os aeroportos Santos Dumont (Rio) e Congonhas (São Paulo), que têm apresentado problemas com frequência. "É importante que o passageiro tenha informação do que vai acontecer", disse Guaranys.

Inicialmente, o plano abrange os aeroportos Santos Dumont e Congonhas, os que mais têm sofrido com as variações do clima. Nas últimas três semanas, a operação no Santos Dumont foi interrompida dois dias por conta das condições do tempo. O problema provocou atrasos e cancelamentos de voos.

O executivo passou o dia de ontem vistoriando os aeroportos do Galeão e Santos Dumont no Rio de Janeiro para verificar se os locais estão preparados para atender a demanda esperada na Copa das Confederações.

"Por onde passamos, verificamos que a estrutura está disponível mesmo com as obras (de expansão prevista para a Copa do Mundo)", afirmou.

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