bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Governo evitava expressão ´política econômica´; hoje diz que a praticou

Alguns se surpreenderam quando o ministro da Fazenda, Pedro Malan, não só defendeu a política industrial, mas disse ainda que o governo de Fernando Henrique Cardoso a praticou intensamente, a começar pelos financiamentos do BNDES, que atingiram R$ 26 bilhões em 2001. "Eu entendo a discussão sobre a eficácia (da política industrial), mas não sobre se tem ou não tem", disse Malan, durante o Fórum Nacional, na semana passada, no Rio. É possível, mas não dá para negar que a simples expressão "política industrial" foi evitada, durante boa parte deste governo, por evocar os equívocos da década de 70. E os críticos do governo acham que Malan e seus auxiliares, exatamente por verem com suspeição a intromissão do Estado no setor privado, nunca conseguiram dar foco e eficácia à política industrial do atual governo. A novidade, agora, é que membros do próprio governo fazem, abertamente, críticas parecidas. E sobrevivem. "Falta uma suficiente articulação das políticas", disse no Fórum o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, que sugeriu a criação de uma câmara interministerial de política industrial. Amaral, aliás, no final do governo de Fernando Henrique, foi quem melhor conseguiu criar espaço político para afirmar a política industrial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.