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Governo federal manterá redução de transferências ao BNDES

Segundo o ministro Mantega, a ideia é que, nos próximos anos, os aportes no banco de fomento cheguem a zero

Gustavo Porto, da Agência Estado,

14 de outubro de 2013 | 20h11

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, confirmaram nesta segunda-feira, 14, em São Paulo, que o governo federal manterá a redução de aportes ao banco de fomento até que o volume de recursos seja zerado no futuro. Eles lembraram que essa curva de repasses teve um pico de R$ 100 bilhões anuais logo após a crise de 2009, mas caiu consideravelmente ano a ano até chegar a R$ 20 bilhões nos primeiros nove meses de 2013. "Os recursos caíram e a tendência é chegar a zero nos próximos anos", disse Mantega.

Para Mantega, a tendência é de que em 2014 o BNDES seja mais focado em atividades mais difíceis de financiamento, como infraestrutura e indústria pesada, "e a tendência é de redução de recursos de transferências do governo para BNDES", reafirmou o ministro, sem citar valores.

O ministro avaliou ainda que haverá, com isso, a redução de transferências do BNDES para Estados. "Não haverá outros Pró-investe, só haverá os que já foram aprovados. Não vamos aprovar mais programas de ajustes fiscais para Estados e os que quiserem obter empréstimos poderão fazer com bancos privados ou públicos. Com isso, vai diminuir o aporte de recursos do BNDES por parte do Tesouro", completou.

O ministro avaliou que o BNDES já tem um fluxo, ou retorno de pagamentos de empréstimos feitos, que podem garantir, ao mesmo tempo, recursos ao banco e a redução dos aportes do Tesouro.

Investimento. Mantega confirmou que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) será mantido em 2014, apesar do corte no repasse de recursos do Tesouro ao BNDES, mas garantiu que os volumes para o financiamento de bens de capital serão menores e com condições de financiamento diferentes das atuais. "O PSI será mantido, mas as condições do programa serão revistas. O PSI será com valores menores que os de 2013, o subsídio e o aporte do Tesouro serão menores também", disse o ministro.

Mantega, no entanto, não revelou qual serão as novas regras de financiamentos de bens de capital para o PSI em 2014. Ele e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, concederam entrevista há pouco para anunciar a redução de repasses do Tesouro ao banco, em São Paulo.

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