Shannon Stapleton/Reuters
Shannon Stapleton/Reuters

Governo fez progressos lentos na área fiscal, diz diretora da S&P

Para executiva de agência de risco, rebaixamento é reflexo da visão institucional da entidade sobre o Brasil

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 13h50

NOVA YORK - A diretora-executiva de ratings soberanos da S&P Global Ratings, Lisa Schineller, explicou nesta sexta-feira, 12, que o rebaixamento da nota de crédito do Brasil é reflexo da avaliação institucional que a agência de classificação de risco faz do País atualmente.

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Embora tenha reconhecido que a gestão do presidente Michel Temer apresentou alguns avanços, como a reforma trabalhista e as mudanças no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo fez "progresso lento" para adotar medidas estruturais na área fiscal. "Ocorreram constantes atrasos para a reforma da Previdência", lembrou a diretora da S&P.

Lisa também mencionou que a questão da 'regra de ouro' foi tema de pressão em debates no campo fiscal e avaliou que existe uma incapacidade de atacar restrições no orçamento da União.

Como aspecto positivo, a diretora da agência citou o combate à corrupção no Brasil, o ganho de credibilidade do Banco Central (BC) com o mercado financeiro e os avanços no setor externo.

Lisa também lembrou que a economia brasileira tem se estabilizado, mas que não espera uma recuperação em "V" nos próximos anos, ou seja, uma reação econômica tão rápida e intensa quanto foi a recessão nos últimos anos. 

 

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