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Governo fixa meta de exportação de US$ 172 bi em 2008

Expectativa para o ano que vem é 10% maior que a deste ano e considera continuação da crise do crédito

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

22 de novembro de 2007 | 12h40

A meta do governo para as exportações do ano que vem foi fixada em US$ 172 bilhões, 10% acima da deste ano, que é de US$ 157 bilhões. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 22, pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Welber Barral, na abertura do 27º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.   Ele informou que a análise que baseou a definição da meta para 2008 considera que a atual crise de crédito internacional vai continuar e que haverá "alguma piora" da economia dos Estados Unidos. Também se espera a expansão das exportações mundiais em 9%, seguindo a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI). O terceiro fator citado pelo secretário é a manutenção dos preços de matérias-primas (commodities) agrícolas e minerais.   Ele citou que para 2010 existe a meta de aumentar a participação das exportações brasileiras nas mundiais do atual nível de 1,15% para 1,25%. "Isso significaria US$ 208 bilhões a preços de hoje", disse. O secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, comentou que o Brasil tem 20% de suas exportações atualmente direcionadas para os Estados Unidos, porém, os outros 80% "estão distribuídos por mais de uma centena de países". De acordo com Ramalho essa distribuição dá consistência para a continuidade do crescimento das exportações, apesar dos problemas em alguns países, como os Estados Unidos.   "Isso preocupa (a crise de crédito dos Estados Unidos), mas não há dependência de um único país, de um único mercado. O aumento das exportações brasileiras é superior ao do comércio mundial", disse. Segundo Ramalho, poucos países tiveram aumento de exportações superior ao do Brasil e alguns deles - como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Rússia -, devem isso exclusivamente ao aumento dos preços de petróleo.

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