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Governo garante exportação de soja para a China

O governo conseguiu negociar um acordo com a China para que os produtores brasileiros continuem exportando soja para aquele país depois do dia 20 de dezembro. Pelo acordo, informou o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, o governo emitirá um certificado provisório garantindo que a soja brasileira não apresenta risco à biossegurança mesmo que, eventualmente, contenha grãos geneticamente modificados. Esta avaliação técnica terá de ser avalizada pelo ministro da Agricultura.Nesse meio tempo, o Ministério da Agricultura se comprometeu a criar um sistema de certificação de soja cultivada de forma convencional. "O importante é que manteremos os embarques até criarmos um sistema para a certificação de biossegurança da soja", disse o ministro.O acordo fechado com as autoridades chinesas vinha sendo negociado há cerca de quatro meses e foi necessário porque a China, a partir do dia 20 de dezembro, não mais aceitaria o certificado provisório que funciona atualmente. Pelo sistema atual, o importador fornece o certificado, fazendo a ressalva de que o produto brasileiro pode conter grãos geneticamente modificados.A exigência inicialmente feita era de que esse documento fosse emitido pelo governo brasileiro, uma situação impraticável uma vez que o cultivo e a comercialização de produtos geneticamente modificados são proibidos no Brasil.O governo sabe que a soja transgênica está sendo cultivada clandestinamente, com sementes contrabandeadas da Argentina, no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, especialmente. Além disso, o produto brasileiro poderia ser misturado facilmente com a soja argentina no porão dos navios, uma vez que, por não ter calado suficiente no porto de Buenos Aires, os navios procedentes daquele país têm a carga complementada no Brasil.O diretor do departamento de defesa e inspeção vegetal do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro, disse que, com o acordo, o governo da China emitirá a autorização para que a soja brasileira possa ingressar naquele país. "Nós ganhamos um crédito de confiança do governo chinês", disse.A China é um mercado importante para o setor de soja porque compra cerca de 20% da produção brasileira. No ano passado foram exportados US$ 537 milhões em soja para a China. Caso o Ministério da Agricultura não tivesse encontrado uma alternativa para a emissão do certificado provisório, as exportações de soja da atual safra (2002/03), que começam em fevereiro, não poderiam ser embarcadas.

Agencia Estado,

30 de novembro de 2002 | 18h52

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