Governo garante que situação do setor de energia está sob controle

Segundo os cálculosoficiais, o risco de falta de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste é de 5% em 2015

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2014 | 02h04

Segundo informações oficiais, o risco de falta de energia nas Regiões Sudeste/Centro-Oeste em 2015 chegou ao limite de exposição de 5%, teto definido pelo governo. Esse índice leva em consideração um histórico de 2 mil cenários de acúmulo de água verificados nos reservatórios das usinas hidrelétricas do País. No caso dos reservatórios do Nordeste, que também sofrem com a estiagem, o risco seria de 0,5%, segundo o governo.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou ontem que a situação está sob controle e que não há risco de falta de abastecimento de energia ao País. "Esses riscos atendem ao critério de planejamento estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e confirmam a garantia do suprimento no ano de 2015, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termoelétrico significativo, que vem sendo utilizado, sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétricas", informou o MME.

Térmicas. A oferta menor da geração hidrelétrica ao longo de 2015 vai impor, inevitavelmente, o acionamento constante de todo o parque térmico em operação no País, fonte que hoje responde por 29,98% de toda a capacidade de energia instalada.

Paralelamente, o governo também conta com o acionamento adicional de 5.200 megawatts de energia eólica, carga prevista para entrar em operação ao longo de 2015.

Nas contas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o crescimento médio do consumo de energia em 2015 será de 3,1% em relação a este ano. No quadriênio 2014-2018, a projeção é de uma alta 3,9% ao ano. Do lado da geração, a expansão planejada é de 4% por ano.

Esses números estão sujeitos a oscilações durante o ano. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o consumo de energia pelo setor comercial e pelos usuários residenciais registrou crescimento forte em relação ao mesmo período de 2013, com altas de 9,9% e 8,1%, respectivamente. O aumento foi consequência direta das temperaturas "muito acima das esperadas para os dois primeiros meses de 2014", segundo o governo.

Nos próximos quatro anos, as classes comercial e residencial devem seguir com as maiores taxas de consumo: 4,5% e 4,3% anuais, respectivamente. A indústria, segundo relatório da EPE, tem a pior taxa de crescimento prevista até 2018 (3,5% ao ano).

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