Governo garante ter condições de fazer superávit primário maior

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, admitiu hoje que o governo "tem condições para produzir um superávit primário superior à meta de 4,25% fixada para este ano". Segundo ele, a gestão da política fiscal sempre permite essa flexibilidade. Appy, no entanto, não confirmou se o governo estuda essa possibilidade, como medida para evita novas altas do juros.O secretário disse que um superávit maior tem vantagens e desvantagens, embora tenha citado apenas que seria uma sinalização de queda da relação dívida/PIB. Sobre a análise de consultores de que o máximo de aperto possível não permitiria um superávit superior a 4,8%, o secretário disse: "essa é a opinião dos consultores, eu tenho a minha". Appy afirmou que não saber "de onde veio essa discussão" sobre a possibilidade da adoção da proposta de um superávit anticíclico neste ano, sistema pelo qual o superávit varia de acordo com o crescimento da economia. Ele explicou que quando foi votada o projeto de LDO para 2005, no Congresso Nacional, houve entendimento de que o anticíclico não seria adotado no momento. "A proposta foi desconsiderada, mas pode vir a ser considerada", admitiu.Sobre eventuais pressões do Ministério da Fazenda e mesmo da Presidência da República para que o Banco Central não subisse os juros básicos para um patamar muito alto, Appy disse que desconhecia o assunto. "O aumento que o Copom fez foi o que julgou conveniente", afirmou.

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