Governo gasta R$ 1 bi para compensar prejuízo de termoelétricas

O governo vai desembolsar mais de R$ 1 bilhão para compensar os prejuízos causados pela paralisação no Mercado Atacadista de Energia (MAE) nos resultados das térmicas já em operação no País. Nesta terça-feira a Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) assinou, com quatro geradoras, os contratos de compra dos recebíveis pela venda da energia - documentos que garantem o pagamento futuro, pelo MAE, da eletricidade injetada no sistema interligado pelas usinas. Desta forma, a comercializadora estatal paga às empresas o que o mercado privado não vinha pagando.As térmicas beneficiadas são a Macaé Merchant, da El Paso, a Eletrobolt, da Enron, a UTE Juiz de Fora, da Cataguazes Leopoldina, e a Fafen, da EDP. As duas primeiras já vinham gerando energia desde outubro, sem receber pela venda às distribuidoras.Só com a El Paso, a CBEE vai gastar R$ 387 milhões, entre o pagamento da energia já vendida e a compra de futuros recebíveis. A CBEE não quis detalhar a operação, que deve ser anunciada nos próximos dias pelo ministro de Minas e Energia, Pedro Parente.Quando o MAE voltar a funcionar, a comercializadora estatal receberá, no lugar das geradoras, a receita pela venda da energia durante a duração do contrato, que prevê um desconto sobre o preço constante dos recebíveis. Ou seja, a CBEE paga um pouco menos que as empresas têm a receber e é ressarcida depois pelo valor integral dos contratos.Espera-se que as térmicas sejam acionadas com pouca frequência durante o ano, em virtude das chuvas que encheram os reservatórios das hidrelétricas. As usinas devem ser acionadas mais por questão de segurança do sistema elétrico do que por necessidade hidrológica. Como ficam perto dos centros de consumo são utilizadas para descarregar o sistema de transmissão de energia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.