Governo grego anuncia corte e fusão de 21 órgãos públicos

Medida foi anunciada no momento em que missão formada por FMI, UE e BCE visita o país para verificar  andamento das reformas previstas no acordo de resgate

Talita Fernandes, especial para a Agência Estado,

24 de julho de 2012 | 17h16

ATENAS - O governo grego anunciou nesta terça-feira, 24, que vai fundir ou cortar 21 órgãos estatais para reduzir os gastos públicos solicitados por seus credores internacionais. A medida foi anunciada no momento em que uma missão da Troica - formada por FMI, União Europeia e Banco Central Europeu - visita o país para verificar o andamento das reformas previstas no acordo de resgate.

As entidades que passarão pela reforma empregam um total de 5.526 trabalhadores e respondem por 40 milhões de euros dos gastos público, segundo informações do Ministério de Reforma Administrativa do país.

De acordo com o anúncio do ministério, parte dos funcionários desses 21 órgãos será transferida para outros setores públicos e não haverá demissões. Isso mantém a promessa do governo de coalizão, de não demitir nenhum funcionário público, mas pode violar promessas anteriormente feitas à Troica.

Os 21 órgãos serão reduzidos para nove. Essa é a primeira ação da reforma que vai fundir ou fechar pelo menos 200 órgãos estatais com o objetivo de reduzir os gastos públicos. A segunda onda de fusões deve ser anunciada no final de agosto.

De acordo com o último programa de resgate, a Grécia precisa reduzir 15 mil funcionários públicos até o final deste ano. No entanto, esforços anteriores que previam a demissão de 30 mil trabalhadores, ficou muito aquém das metas. No final, a redução foi de apenas mil trabalhadores e outros nove mil tiveram a aposentadoria antecipada.

As promessas anteriores da Grécia para fechar órgãos estatais desnecessários também ficou abaixo do esperado pela Troica. Até o momento, o governo grego iniciou o fechamento de dezenas de órgãos públicos em um universo de mais de 120 candidatos. As informações são da Dow Jones.

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