Governo inaugura primeiro centro de distribuição no exterior

A Agência de Promoção de Exportações inaugura hoje seu primeiro centro de distribuição de produtos brasileiros no exterior. A nova estrutura, implantada na cidade de Miami, nos Estados Unidos, oferece espaço para armazenamento de mercadorias, além de um local destinado à realização de rodadas de negócios, showroom e escritórios. A cerimônia de inauguração conta com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Recentemente, Furlan explicou que o centro de distribuição de Miami é um dos exemplos de medidas que podem ser conduzidas pelo governo federal para compensar exportadores pela forte desvalorização do dólar frente ao real. Além disso, a estratégia deve ajudar empresas brasileiras a darem um primeiro passo para a abertura de filiais no exterior, de acordo com a Apex. Para implantar o centro de distribuição, a agência escolheu a Miami Free Zone, que oferece facilidades operacionais à entrada de produtos na América do Norte. Essa escolha deve assegurar aos exportadores vantagens como a maior agilidade no desembaraço de mercadorias e a economia de escala gerada pela concentração de diversas empresas em um único local, segundo o presidente da Apex, Juan Quirós. Os representantes de empresas que se instalarem no centro de distribuição terão suporte operacional e administrativo concedido pela própria agência. Serão abrigados pelo novo centro setores de produto como confecções, chocolates, balas e confeitos, calçados, cosméticos, café, rochas ornamentais, cerâmicas para revestimento e instrumentos musicais. Será dada prioridade para empresas de pequeno e médio porte que já possuem uma cultura exportadora, mas algumas grandes marcas serão integradas para auxiliar na consolidação do centro. A idéia é beneficiar produtos não-perecíveis ou cuja perenidade não seja de curto prazo. Produtos perecíveis, que exigem acondicionamento especial, commodities e produtos a granel não poderão integrar o projeto. De acordo com a Apex, o governo federal pretende instalar outros centros como esse em locais estratégicos no exterior, como parte da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. O próximo será implantado em Frankfurt, na Alemanha, até o final deste ano. Para 2006, está prevista a construção de unidades nos Emirados Árabes, China, Polônia e África do Sul. Mercado forte A escolha inicial pelos Estados Unidos se explica principalmente pela amplitude do consumo de produtos brasileiros naquele país. No ano passado, as exportações brasileiras para esse mercado totalizaram US$ 20,038 bilhões, o que equivale a 20% do total das vendas externas do País. Nos dois primeiros meses deste ano, as vendas para os Estados já avançaram 42,2% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando US$ 3,372 bilhões. Para o Estado da Florida, em especial, foram vendidos US$ 4,46 bilhões em 2004.

Agencia Estado,

16 Maio 2005 | 14h28

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