Governo informará importadores sobre foco de aftosa

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, afirmou nesta quinta-feira que os países importadores de carnes serão avisados sobre o novo foco de febre aftosa diagnosticado no município de Japorã, no Mato Grosso do Sul. "Esperamos que não haja um impacto maior do que o já existente. É claro que estamos fazendo as comunicações a todos os países para tranqüilizá-los para que não haja um impacto negativo na já conturbada economia pecuária nacional", disse. A descoberta do foco atrasará a recuperação do status sanitário do rebanho como livre de aftosa com vacinação. "Nós começamos a contar a recuperação do status a partir do sacrifício do último animal nessa propriedade", completou. Vigilância Enquanto isso, o Rio Grande do Sul reforçará a vigilância na divisa com Santa Catarina, afirmou o diretor do Departamento de Produção Animal do Estado, Antônio Ferreira Neto. As regras de trânsito de produtos de origem animal já são restritivas desde o ano passado, quando surgiram os primeiros casos da doença. O RS tem sete barreiras na divisa com SC e mais de dez em operação na fronteira com a Argentina, informou o coordenador do trabalho, Marcelo Fortes. Uma das preocupações da vigilância é o ingresso irregular de carne. Nos últimos quinze dias, foram rejeitados cem mil quilos do produto, lembrou Fortes. A maior parte foi incinerada e, em alguns casos, foi determinado o retorno à origem. Como algumas cargas tiveram o selo de inspeção federal adulterado (SIF), é difícil identificar a origem da carne, explicou ele, mas já foram detectadas cargas de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Minas Gerais. Carne com osso Está proibido o ingresso de carne bovina com osso proveniente de qualquer Estado. No caso da carne sem osso, só é autorizada a entrada de produto com origem em estabelecimento com inspeção federal fora das áreas de risco, destinado a outra unidade com a mesma classificação, e somente para industrialização. As regras foram definidas na portaria 295, de novembro do ano passado, que proíbe a entrada de animais, produtos, subprodutos e materiais de multiplicação animal com origem no Paraná e Mato Grosso do Sul.

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