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Governo investirá em construção e transporte para puxar PIB

Segundo Dilma Rousseff, planos incluem programa habitacional e investimentos em transporte de massa

Ana Paula Scinocca e Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

12 de dezembro de 2008 | 12h06

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, antecipou nesta sexta-feira que o governo federal trabalha em dois novos projetos, um na área habitacional e o outro na de infra-estrutura. Segundo Dilma, a construção civil é um dos principais setores que impulsionam o crescimento. Daí a necessidade de haver incentivos nessa área. "Estamos levantando as condições para um programa habitacional. Ele ainda não está formatado. Mas estamos discutindo com a iniciativa privada", disse a ministra durante a abertura do Encontro Nacional de Prefeitos Eleitos pelo PT.  Veja também:Governo muda IR e corta IOF para aumentar consumo Calcule como fica o IR do seu salário, IOF e IPI  De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O segundo projeto, de acordo com ela, é relacionado à mobilidade urbana, com investimentos na área de transportes que serão realizados em 10 ou 12 cidades escolhidas como sede da Copa do Mundo no Brasil em 2104. "A idéia é investir em transporte de massa nessas cidades. Tudo será usado para a Copa do Mundo, mas será possível deixar um legado para depois. A idéia é fazer algo semelhante ao que foi feito no Pan", disse, referindo-se às obras de infra-estrutura realizadas no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-americanos de 2007.  "Desta vez é diferente. Temos instrumentos, armas e sobretudo o caminho e a resposta", disse Dilma, referindo-se à reação do governo no combate à crise financeira internacional. Sob aplausos dos participantes do encontro, Dilma comparou as medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise com decisões de governos passados, em momentos de turbulência. "Eles aumentavam juros estratosféricamente e davam uma paulada nos impostos", afirmou. "Hoje, podemos ter uma política fiscal diferente. Tanto é que criamos duas alíquotas diferentes no Imposto de Renda", afirmou a ministra, numa referência às duas novas alíquotas criadas no Imposto de Renda da Pessoa Física, para diminuir impostos e estimular o consumo. "Não quebramos (o país) e construímos as condições para não quebrar", ressaltou. A ministra admitiu, no entanto,que a economia brasileira deve desacelerar no início do próximo ano. "Vamos dar uma pequena barrigada, mas depois retomaremos essa plataforma (de desenvolvimento). "Vamos sair dessa crise mais forte do que entramos. Vivemos um processo forte de crescimento, que tem condições de ser mantido".

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