Governo já questiona eficácia da CPI das Teles

Questionado se a comissão de inquérito da Câmara pode se tornar então um desperdício de esforço, Bernardo respondeu que ‘provavelmente sim’

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

08 de agosto de 2012 | 15h49

BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, avaliou na tarde desta quarta-feira, 8, no Senado, que a CPI protocolada hoje na Câmara dos Deputados para investigar o comportamento das empresas de telecomunicações não deve ser mais efetiva do que as medidas que o governo já vem tomando para enquadrar o setor.

Bernardo citou a recente suspensão por 11 dias da venda de novos chips pelas piores operadoras em cada Estado e lembrou que as companhias se comprometeram a aumentar os investimentos na melhoria da qualidade dos serviços.

O ministro disse ainda que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já tomou iniciativas no sentido de reduzir a chamada tarifa de interconexão entre operadoras - um dos alvos da CPI - desde janeiro deste ano. Questionado se a comissão de inquérito da Câmara pode se tornar então um desperdício de esforço, Bernardo respondeu que "provavelmente sim".

A Comissão Parlamentar de Investigação será instaurada para apurar os preços cobrados entre as empresas de telefonia móvel para completar as ligações do usuário, quando é feita de uma operadora para outra, a chamada interconexão.

Os criadores da CPI afirmam que apesar de as empresas cobrarem do consumidor, não investem os recurosos em melhorias no sistema. "O usuário está subsidiando a tarifa de interlocução, mas o serviço prestado está de péssima qualidade, porque não há investimento", afirmou o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS). "Essa tarifa é a grande vilã que torna tão caro falar ao celular no Brasil", continuou.

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