Governo já tem preço para barril da capitalização da Petrobrás

O preço, porém, só será sacramentado após as duas reuniões que ocorrem nesta quarta-feira

Renato Andrade e Leonardo Goy, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 12h05

Os técnicos do governo já conseguiram chegar a um consenso sobre o valor que será fixado para os barris de petróleo que a União irá repassar para a Petrobrás, na primeira etapa do processo de capitalização da estatal. Mas o preço só será sacramentado após as duas reuniões que ocorrem nesta quarta-feira, 25, no Palácio do Planalto.

Por causa das discrepâncias entre os valores apurados pelas duas certificadoras internacionais que fizeram a avaliação das reservas de Franco, na Bacia de Santos, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, convocou representantes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Petrobrás para fazer uma apresentação sobre os detalhes de cada um dos pareceres.

A apresentação da ANP ocorre agora pela manhã e a da petrolífera no meio da tarde. Além de Erenice, participarão dos encontros os ministros Guido Mantega (Fazenda), Márcio Zimmermann (Minas e Energia) e o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.

Segundo uma fonte do governo, se os participantes das reuniões concordarem com o preço sugerido pelos técnicos, a ANP terá que emitir um laudo detalhando o valor do barril e a estimativa de volume das reservas de Franco para então ser convocada a reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que irá aprovar o contrato que formalizará a cessão onerosa dos barris de petróleo.

A certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela ANP, teria recomendado um valor de US$ 10 a US$ 12 para os barris de petróleo que serão transferidos para a Petrobrás. Já a DeGolyer and MacNaughton, que trabalhou para a estatal, sugeriu um preço de US$ 5 a US$ 6. Pela lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a União irá repassar até 5 bilhões de barris para a Petrobrás. O valor dessa operação é fundamental para que a empresa defina o montante total de sua capitalização. O governo corre contra o relógio para tentar efetivar o aumento de capital da Petrobrás até 30 de setembro, três dias antes das eleições presidenciais.

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