Governo japonês reduz a avaliação para a economia

Exportações caíram recentemente e os últimos dados mostram que a produção se[br]deteriorou, diz relatório

, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

TÓQUIO

O governo japonês reduziu sua avaliação sobre a economia do país em outubro pela primeira vez em mais de um ano e meio, tendo em vista que a demanda enfraquecida das nações asiáticas levou à diminuição da produção industrial japonesa. "O impulso econômico parece estar entrando em pausa recentemente", diz o relatório econômico mensal, rebaixando a avaliação pela primeira vez desde fevereiro do ano passado.

Um funcionário do gabinete de governo comunicou que a revisão negativa se deveu basicamente à desaceleração da economia chinesa, que prejudicou a atividade empresarial em outros países da Ásia e a demanda por produtos fabricados no Japão. "As exportações se enfraqueceram recentemente, e os últimos dados mostraram claramente que a produção se deteriorou", disse o funcionário.

O relatório também reduziu a avaliação para as exportações pelo segundo mês consecutivo, bem como para a produção industrial, que foi revisada para baixo em agosto. Ambas estão se "enfraquecendo", diz o documento.

De acordo com os dados mais recentes do governo, as exportações do Japão caíram 5,6% em agosto na comparação com o mês anterior. A produção teve sua terceira queda mensal consecutiva, com um declínio de 5,6% em agosto, e deve cair mais em setembro e outubro.

O governo espera que a pausa seja temporária e que a economia continue crescendo, apoiada pelas medidas de estímulo do governo bem como pela ligeira melhora das economias estrangeiras. Mas o documento afirma também que há muitos riscos de baixa, que podem levar o Japão a um novo ciclo recessivo, exigindo medidas adicionais.

O governo também fez um novo apelo ao Banco do Japão (BoJ, banco central), dizendo que "trabalhará em conjunto com o BoJ e espera que o banco continue apoiando a economia com uma administração flexível e adequada da política monetária". No começo deste mês, o governo reuniu um pacote de medidas de estímulo no total de 5,1 trilhões de ienes e o BoJ anunciou um amplo conjunto de medidas de afrouxamento monetário, incluindo um plano inovador - com a possibilidade de expansão - para a compra de 5 trilhões de ienes em ativos.

Os riscos recessivos para a economia incluem a valorização do iene, que atualmente é negociado próximo ao recorde de alta em relação ao dólar. / DOW JONES NEWSWIRES

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