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Governo lança 2ª fase de programa de formação de profissionais em TI

Investimentos em cursos de capacitação em nível técnico e tecnológico devem somar R$ 12 milhões

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

12 de setembro de 2013 | 13h57

SÃO PAULO - O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta quinta-feira, 12, a segunda fase do programa Brasil Mais TI, inserido no TI Maior, programa de formação de profissionais para atuar na área de Tecnologia da Informação (TI). Segundo o ministro Marco Antonio Raupp, foram formadas na primeira fase mais 103 mil pessoas, frente a uma expectativa inicial de 50 mil até 2014. "Foi um resultado excepcional, e devemos dobrar este número em um ano", afirmou Raupp.

Nessa segunda fase, os investimentos públicos devem somar R$ 12 milhões, dos quais R$ 8 milhões virão do Ministério da Educação e R$ 5 milhões, do MCTI. Junto a isso, há investimentos privados, por meio de companhias ligadas à Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que não foram revelados. A associação é responsável também pela geração do conteúdo dos cursos.

Na primeira fase do programa, que disponibiliza cursos gratuitos de capacitação em nível técnico e tecnológico para atender aos setores de software e serviços de TI, lançada há cerca de um ano, foram aplicados pelo governo R$ 2 milhões. O programa é uma plataforma web de e-learning, a distância, que oferece conteúdos de formação para a área, por meio de apostilas, vídeos e tutoria online. A intenção é aproximar a oferta e demanda por mão de obra especializada.

Foram anunciadas nesta quinta-feira, 12, também, novidades como maior interação do programa nas redes sociais, em especial no Twitter e Facebook. Uma das empresas que fornecem conteúdo é a Totvs, que também busca profissionais formados pelos cursos, diz Isabela Saturnino, da área de Relações Institucionais e Oportunidade Social da empresa. Hoje, a demanda da Totvs é por cerca de 100 profissionais.

Segundo o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, o projeto busca fortalecer a indústria de software, para que o País ganhe competitividade internacional. "Este setor cresce acima de outras indústrias, o que cria um atrativo a jovens por este setor", disse. "Já temos 20 mil currículos cadastrados para oferecer às empresas", acrescentou.

Ele destacou que o programa já atraiu três novos centros de pesquisa em tecnologia, da Microsoft, Intel e EMC. Além disso, um novo centro de pesquisa de uma grande empresa internacional deve ser anunciado em breve, antecipou.

O presidente da Brasscom, Antonio Gil, afirma que o setor de TI representa 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas poderá chegar até o final desta década a 8%. "Educação, saúde e segurança são áreas em que há um grande espaço para crescimento", disse. Um dos objetivos é formar 900 mil profissionais até 2022, que serão adicionados à base atual de 1,2 milhão de profissionais de TI.

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