Governo lança até dezembro dois lotes de concessão de rodovias

Segundo Bernardo Figueiredo, da EPL, os primeiros trechos serão a BR 040, que liga Brasília a Minas Gerais, e a BR 116 (Vitória-Bahia) 

Ricardo Brito, da Agência Estado,

30 Outubro 2012 | 11h49

BRASÍLIA - O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou que o governo lançará até dezembro os dois primeiros lotes de concessão de rodovias públicas, como parte do plano de recuperação do setor. São as BR's 040, que liga Brasília a Minas Gerais, e 116, Vitória-Bahia. Até abril de 2013,  segundo o presidente da EPL, outros sete lotes serão licitados. Ele não revelou quais serão as rodovias contempladas. "É um cronograma agressivo", afirmou, em audiência na Comissão Mista do Congresso Nacional, que examina a Medida Provisória 576, que cria a EPL.

Figueiredo disse que o primeiro lote de editais de concessão de ferrovias  será lançado até março do ano que vem e as respectivas licitações, um mês depois. Estarão contemplados os respectivos projetos: Ferroanel em São Paulo, acesso ao Porto de Santos, extensão da Norte-Sul.

Figueiredo disse que o programa de investimento e logística tem por objetivo articular toda a infraestrutura como um todo e ampliar a capacidade de investimentos do setor produtivo. Segundo ele, o programa visa integrar os setores rodoviário, ferroviário, aeroportos e portos. Figueiredo foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para comandar a EPL.

Segundo Figueiredo, há uma "consciência" no Brasil de que é preciso resgatar a logística, porque sem ela é difícil competir com o mercado internacional. "Isso é uma ação fundamental para que o País possa dar um salto de crescimento e o setor produtivo resgate a competitividade", afirmou.

O engenheiro disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi a "primeira iniciativa estruturada do governo" para dotar o País de um sistema de transporte adequado, após décadas de baixo crescimento. Ele ressaltou que, no programa, os recursos estão assegurados para toda a empreitada. "Essa estrutura de gestão do programa também é uma novidade e é importante", afirmou, ao ressaltar como outra qualidade do PAC a transparência, com o acompanhamento da população a evolução das obras.

Contudo, segundo Figueiredo, o governo federal achou que precisava ir além da estrutura do PAC. Segundo ele, o programa não conseguiu superar o déficit de infraestrutura. "Nos só vamos vencer o déficit se ele for combatido de forma contundente", afirmou. Para vencer o déficit, o Executivo, diz ele, lançou o programa de investimento e logístico. Ele lembrou que o programa custará R$ 133 bilhões, dos quais R$ 80 bilhões devem ser investidos nos cinco primeiros anos e o restante ao longo de 25 anos.

Mais conteúdo sobre:
BCfiscalsetembroMaciel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.