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Governo vai lançar campanha publicitária em defesa da Reforma da Previdência

'Reformar hoje para garantir o amanhã' é o mote da ação, que começa a ser veiculada na semana que vem

Vera Rosa, Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2016 | 21h25

BRASÍLIA - A campanha publicitária do governo para esclarecer a proposta de reforma da Previdência destacará que, se não houver mudanças urgentes, o sistema de benefícios no Brasil vai quebrar. Sob o slogan “Previdência. Reformar hoje para garantir o amanhã”, a propaganda deverá citar até mesmo os problemas enfrentados por aposentados no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul – que estão com pagamentos atrasados – para mostrar que, se nada for feito, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) corre o risco de viver a mesma situação dramática desses Estados.

As peças começarão a ser veiculadas na TV, no rádio, nas redes sociais e na mídia impressa na próxima semana, quando o presidente Michel Temer enviará a reforma previdenciária para o Congresso. Ao defender a idade mínima de 65 anos para o recebimento dos benefícios, a campanha apresentará gráficos comparando com quantos anos as pessoas se aposentam em outros países. A ideia é demonstrar, de forma didática, que os brasileiros recorrem à Previdência cedo demais.

Gráficos indicarão que a expectativa de vida do brasileiro aumentou e, caso não haja reforma, o rombo será tão grande que não haverá dinheiro para pagar os aposentados no futuro. O eixo da campanha traz o conceito de que é preciso mudar para preservar.

Planejada para causar impacto, a propaganda usará termos de fácil entendimento pela população, como “buraco”, “rombo” e “quebrar”. Cálculos do governo revelam que o déficit da Previdência, neste ano, será na casa de R$ 146 bilhões e poderá chegar a mais de R$ 180 bilhões em 2017. 

Na proposta que será encaminhada, as mudanças mais drásticas valerão para homens que tiverem até 50 anos, tanto na iniciativa privada como no setor público. No caso das mulheres, a “linha de corte” será de 45 anos. Acima destas faixas etárias haverá um “pedágio” para quem quiser se aposentar, a chamada regra de transição, prevendo um período adicional de trabalho de 50% do tempo que falta para que se tenha direito ao benefício.

A estimativa do Palácio do Planalto é de que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara e no Senado até setembro de 2017. O Ministério da Fazenda considera a proposta essencial para o equilíbrio das contas públicas. A equipe de Temer afirma que nem mesmo a adoção de um teto de gastos públicos  resolverá o problema se o País não endurecer as regras para o acesso à aposentadoria.

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