Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Alckmin lança primeiro edital de PPP para casas na Grande São Paulo

Cidade Albor, que inclui os municípios de Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, terá 13,1 mil moradias

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 11h11

Durante discurso na terceira edição do Summit Imobiliário, realizado pelo Grupo Estado e pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) na capital paulista, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirmou que o governo do Estado lançou o edital de concorrência internacional da parceria público-privada Nova Cidade Albor, que pretende construir 13,1 mil moradias em Guarulhos, Arujá e Itaquaquecetuba, na região metropolitana da capital. Serão 10.480 unidades para famílias com renda de até cinco salários mínimos e 2.620 habitações para aquelas que ganham de cinco a dez salários mínimos.

Além dos apartamentos, o projeto prevê a instalação de creches, escolas, postos de saúde e centros comunitários. "Serão 13,1 mil moradias com áreas para indústria, logística e comércio, uma verdadeira cidade planejada. Será maior que 491 municípios do Estado", destacou o governador.

Ele também falou que já foi lançada audiência pública para a criação de um fundo imobiliário em São Paulo. "Estamos colocando 300 imóveis do Estado para alienação mas também para desenvolvimento de projetos, tem bastante áreas grandes que podem ter vários tipos de planejamentos e desenvolver bons projetos com a iniciativa privada", afirmou.

Alckmin também reforçou a parceria público-privada em conjunto com a Prefeitura para a construção de prédios nas áreas remanescentes do Metrô e da CPTM, próximo aos trilhos.

O governador afirmou que nos últimos seis anos a gestão entregou 60 mil unidades habitacionais e que 30 mil estão em construção

Cenário econômico. O governador também afirmou no evento que o País está em um cenário de recuperação da economia e que a retomada não vai ser rápida, mas consistente, e que a indústria imobiliária é fundamental para criar emprego e renda.

"Acho que estamos já num cenário de recuperação. Não vai ser rápida, mas tenho certeza que ela vai consistente", disse o governador, que destacou a aprovação da terceirização no Congresso Nacional e defendeu a aprovação das reformas trabalhistas e previdenciária encaminhadas pelo presidente Michel Temer (PMDB)

Na Previdência, o tucano voltou a defender a aplicação do regime geral do INSS para todos os trabalhadores, inclusive os servidores públicos. Ele destacou que o governo estadual já fez a reforma ao estabelecer o teto para os servidores que entraram na carreira a partir de 2013 e ao implantar a previdência complementar.

O governador, que é apontado como um dos pretensos candidatos a presidente da República, defendeu uma reforma política. "Temos o melhor sistema eleitoral, talvez do mundo, e temos um dos piores sistemas políticos", afirmou. "Imagina votar para deputado em 645 municípios do Estado, evidente que só vai se eleger quem tiver uma grande corporação por trás", disse.

Para Alckmin, o Brasil se tornou um País com representantes de corporações, ao ter 35 partidos registrados, e não com representantes do povo. "Nós vivemos o ápice do corporativismo em detrimento do bem comum e do interesse coletivo da população", declarou no discurso.

 

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