Governo lança programa de incentivo a empresas iniciantes

O 'Start-Up Brasil' tem o objetivo de facilitar o surgimento de novos negócios, especialmente na área de tecnologia

JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h03

O governo federal lança hoje o programa "Startup Brasil", que vai fomentar com R$ 40 milhões, até o fim de 2014, um universo de até 150 empresas iniciantes (startups) que tenham projetos de inovação com base tecnológica. O novo programa prevê que até 25% das companhias que serão estimuladas sejam estrangeiras com projetos no País.

O projeto vai financiar projetos de empresas embrionárias e aproximar as companhias de universidades e institutos federais. Além disso, o governo federal vai se comprometer com apoio de marketing às campanhas individuais das empresas que obtiverem os recursos por meio do edital que será lançado hoje.

Ponto central do plano TI Maior, lançado pelo governo em agosto, o "Startup Brasil" será anunciado, em São Paulo, pelo ministro Marco Antônio Raupp, de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Maurício Borges.

Segundo dados do Instituto Inovação, que auxiliou o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação no novo plano, pouco mais de 2 mil novas empresas foram criadas no Brasil no ano passado. O número é três vezes maior do que o registrado em 2009. Segundo um técnico que participou da formulação do novo programa, esse ritmo de crescimento só será sustentado, a partir de agora, com estímulos públicos.

Modelo americano. O governo quer acelerar a entrada no mercado brasileiro de novas companhias de base tecnológica, de forma a emular um modelo caracterizado como "norte-americano", onde há profusão de startups. Grandes companhias como Google e Yahoo! começaram como startups nos Estados Unidos, na década de 1990. Assim, essas empresas embrionárias de multinacionais são bem vistas.

O objetivo dos técnicos do governo é estimular as empresas internacionais com centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, como a IBM, ou em processo de instalação, como anunciou a gigante americana Microsoft no início do mês, a também criarem startups. A própria Microsoft anunciou que investirá em 15 empresas brasileiras desse tipo a partir do ano que vem, aplicando R$ 1 milhão em cada projeto.

Na agenda do ministro Marco Antônio Raupp, do MCTI, está a ideia de criar um regime especial de tributação para empresas e startups de software que exportem seus produtos. Além disso, o governo estuda garantir às empresas embrionárias um porcentual dos estímulos previstos na Lei do Bem, que prevê incentivos fiscais para inovação.

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