Antonio Cruz/Agência Brasil
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Governo libera R$ 222,74 bi para o Plano Safra, incluindo R$ 31,22 bi para agricultura familiar

No lançamento do programa, no Palácio do Planalto, a ministra Tereza Cristina disse que achou que o plano não fosse sair; lançamento dependia de liberação de crédito extra

Camila Turtelli e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 12h43

BRASÍLIA - O governo federal divulgou nesta terça-feira que o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 terá R$ 222,74 bilhões em crédito rural para o financiamento de produtores e pecuaristas. O valor deste ano soma o crédito destinado ao  Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de R$ 31,22 bilhões, por causa da mudança na estrutura do ministério feita pelo governo de Jair Bolsonaro. Ou seja, o crédito liberado para o Plano Safra fica em linha com o montante do ano passado, que foi de R$ 194 bilhões.

Achei que esse plano não ia sair. A criança nasceu”, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O programa deveria ter sido lançado na semana passada, mas foi adiado porque dependia da aprovação, pelo Congresso, do pedido de crédito extra para o governo.

Segundo a ministra, a safra caminha de forma positiva e essa talvez seja “a maior dos últimos tempos”. Ela comemorou que esta foi a primeira vez que o governo apresentou um “plano único”.

Do total de crédito anunciado, R$ 169,33 bilhões serão destinados para crédito de custeio e R$ 53,41 bi para investimentos, segundo o Ministério da Agricultura. Os juros do crédito de custeio variam de 3% a 8% ao ano, dependendo do porte do produtor. As taxas de investimento serão entre 3% ao ano e 10,5% ao ano. Os programas de apoio à comercialização em 2019/20 totalizam R$ 1,85 bilhão. 

O secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio, ressaltou que o volume de crédito é equivalente ao anunciado na safra passada 2018/19. “O Pronaf tem possibilidade de financiar moradias rurais”, disse, durante o lançamento do programa no Palácio do Planalto. 

“Para os programas de investimento, haverá aumento substancial de recurso para melhoria de propriedade e sistema de produção”, acrescentou. Ele lembrou que o setor de pesca e aquicultura foi incorporado ao Plano Safra. “Outra mudança importante é que produtor fica autorizado a apresentar parte do patrimônio para acesso a financiamento”, ressaltou. “Estamos assinando decreto que formaliza programa nacional de zoneamento agrícola de risco climático.”

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