Governo Lula não define situação de bancos estaduais

Passados mais de seis meses do governo Lula, a equipe econômica ainda não tem uma solução para os quatro bancos estaduais que foram transferidos para a União para serem vendidos. Na lista de privatização estão os bancos de Santa Catarina, Piauí, Maranhão e Ceará. O Banco Central chegou a criar uma alternativa de venda dessas instituições para tentar diminuir a resistência dos novos governadores que querem manter os bancos em poder do Estado. A proposta previa que parte do dinheiro arrecadado com a venda iria diretamente para o caixa estadual, evitando que os recursos fossem utilizados somente para o pagamento de dívidas com a União, como foi feito com os outros bancos estaduais que passaram para as mãos da iniciativa privada nos últimos anos. O estudo do BC foi encaminhado para o Ministério da Fazenda em maio e, segundo fontes ligadas ao processo, encontrou resistência dos técnicos do Tesouro Nacional, que temem a reação de outros governadores quer já venderam os bancos. Na falta de uma outra solução, a proposta do BC permanece engavetada e os bancos operam de forma limitada, o que reduz a rentabilidade das instituições. O maior foco de resistência ao processo de privatização está em Santa Catarina. O governador Luiz Henrique (PMDB) é contra a venda do BESC, e vem tentando, desde a eleição, reverter o processo de venda da instituição por meio de uma série de conversas com integrantes da equipe econômica federal e com o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos demais Estados, as resistências estão concentradas entre os bancários e parlamentares, alguns do PT.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.