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Governo mantém indefinição sobre prorrogação do PSI

Apesar dos apelos da indústria, os representantes do governo presentes na abertura do Salão Internacional do Transporte (Fenatran) mantiveram suspense em relação ao total de recursos e às condições de financiamento para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em 2014. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, não falou sequer sobre o assunto e disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que já anunciou a prorrogação do PSI, "já disse muito sobre o tema". Conforme apurado pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, junto a representantes do setor produtivo, o anúncio das novas regras para o PSI só será feito em novembro.

GUSTAVO PORTO E RENAN CARREIRA, Agencia Estado

28 de outubro de 2013 | 14h13

Já a secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloisa Menezes, disse que os detalhes do PSI para 2014 dependem do processo de negociação entre o Tesouro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Tem vários fatores em jogo e para permanecer com taxas tão baixas e juros negativos é preciso de um aporte significativo que está em negociação", disse Heloisa.

Criado em 2009, o programa do BNDES é destinado a financiar bens de capital (máquinas e equipamentos) e investimentos em tecnologia e inovação com taxas de juros reduzidas que acabariam em 31 de dezembro.

Na semana passada, ao ratificar que o PSI seria prorrogado até 2014, o ministro Guido Mantega também anunciou que os aportes do Tesouro ao BNDES seriam reduzidos até zerarem. Heloisa admitiu que o ideal seria que o PSI fosse mais duradouro e que não dependesse de renovação anual.

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