Governo mantém IPI menor para carros até outubro

Com a exigência de que os empregos nos setores beneficiados sejam mantidos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na tarde dessa quarta-feira a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, produtos da linha branca, material de construção, móveis, painéis e luminárias. O prazo para a manutenção da medida, porém, vai variar.

AE, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 17h52

No caso dos automóveis, a medida vale apenas até outubro. Segundo o ministro, o período menor leva em conta a reação mais rápida do mercado e a perda na arrecadação - prevista em R$ 800 milhões nos próximos dois meses.

Para material de construção, o IPI menor vale até final de 2013. Para linha branca, até dezembro desse ano. A perda na arrecadação, nos dois casos, é de R$ 1,8 bilhão e R$ 361 milhões, respectivamente. O governo inclui pisos laminados, madeira sólida, vinículo e parede de gesso na lista de material de construção com imposto menor.

No caso dos móveis, o benefício fiscal vai até 31 de dezembro e a renúncia do governo chega a R$ 371 milhões. Para bens de capital (máquinas), o IPI menor vale até 31 de dezembro.

Além da garantia dos empregos, Mantega também exigiu a queda de preços dos produtos, o que contribuirá para a queda da inflação.

O ministro também anunciou a redução dos juros para a linha do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), administrada pelo BNDES. Segundo o ministro, o PSI venceria em 31 de agosto e vale, agora, até o fim do ano. Ainda de acordo com ele, o programa, criado em 2009 para financiar sobretudo bens de capital e investimentos em tecnologia, tem R$ 230 bilhões autorizados, dos quais ainda estão disponíveis R$ 78 bilhões. A prorrogação, disse Mantega, permitirá a liberação de todo o valor previsto.

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