Governo mantém meta de crescimento de 4% e prepara ações

Ministro de Relações Institucionais fala sobre reunião de Coordenação Política realizada nesta terça-feira

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

13 de janeiro de 2009 | 16h12

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, confirmou nesta terça-feira, 13, que, durante a reunião de Coordenação Política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que estão sendo estudadas medidas, na área econômica, para serem anunciadas até o final deste mês. O ministro não quis sinalizar que tipos de medidas serão anunciadas, mas avisou que cada setor em que acende uma luz amarela o governo tem tomado providências. Para isso, tem conversado constantemente com empresários de diferentes setores. Veja também:Governo espera desemprego ainda mais alto em dezembroDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Segundo Múcio, a meta de crescimento da economia para este ano, de 4% do PIB, está mantida. A avaliação do governo, de acordo com o ministro, é de que primeiro trimestre do ano é que vai balizar o comportamento da economia no resto do ano. O principal objetivo do governo, destacou, é evitar o desemprego, estimulando o consumo e garantindo o funcionamento da economia.  O ministro admitiu que a crise se agravou no mundo e que as medidas estão sendo tomadas pontualmente para "tornar as ranhuras menores possíveis". "Não estamos navegando em céu de brigadeiro, mas, se houver um conjunto de países que vive uma situação um pouco melhor, o Brasil está entre eles", disse. Ao ser questionado se o governo vai determinar que os incentivos só sejam dados a empresas que não demitam, o ministro respondeu que as providências que o governo está tomando são para minimizar a crise nesses setores. "Seria ilusão achar que não ia haver demissões. A crise vem de fora para dentro e as coisas não têm sido feitas só a partir de Brasília, já que o presidente tem conversado com empresários de todo o País e de todos os setores", afirmou. Múcio voltou a dizer que os três primeiros meses darão o "norte da economia no país no ano de 2009". "Será a amostra do que vamos ter e estamos confiantes", acrescentou. Ainda sobre as medidas que serão anunciadas, o ministro disse que não saberia citar que tipos de medidas serão adotadas. "Nesse momento, não se pode errar. Tudo tem que ser bem combinado para não ter desperdício", disse. Diante da insistência de que setores que receberam incentivo teriam promovido grandes demissões, o ministro respondeu com outra pergunta: "será que não podemos dizer que essas demissões poderiam ter sido muito maiores?". Ele insistiu que as medidas estão sendo tomadas para minimizar os efeitos da crise em diversos segmentos da economia. O ministro informou que o presidente Lula terá um encontro, ainda em janeiro, com governadores das regiões Norte e Nordeste. Em seguida, deve se reunir com os governadores de outras regiões do País. Segundo Múcio, nos dias 10 e 11 de fevereiro, Lula terá um grande encontro com prefeitos eleitos para tentar acertar com eles uma agenda de trabalho, já que eles estão começando o mandato num período da economia menos favorável.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraLulaPIB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.