Fabio Motta/Estadão
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Governo mantém para o segundo semestre leilão permanente de blocos de petróleo

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, empresas já informaram ter interesse em participar dessa rodada, por isso calendário foi confirmado

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2020 | 15h26

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira, 23, que o governo foi informado do interesse de empresas em participar da rodada de oferta permanente de blocos de petróleo e, por isso, o governo decidiu manter o calendário do leilão, previsto para o segundo semestre de 2020.

Ele informou que outros leilões seguem adiados, sem previsão para que sejam retomados. Segundo o ministro, o governo ainda não sabe quanto tempo vai durar a crise provocada pela pandemia da covid-19

“No que diz respeito aos leilões, essa crise fez com que adiássemos os leilões (de blocos de petróleo) da 7ª (pré-sal) e da 17ª rodada (pós-sal). Estamos mantendo o da oferta permanente para o segundo semestre tendo em vista que agentes do setor manifestaram interesse para que ele fosse realizado”, disse. 

“Estamos nos preparando para a retomada, vamos retomar os leilões, só não posso dizer quando eles serão retomados”, afirmou durante coletiva de imprensa. 

A Oferta Permanente consiste na disponibilidade contínua de campos ofertados em licitações anteriores e que não foram arrematados, ou, então, que foram devolvidos à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP)

Segundo o ministro, a queda no preço do petróleo em todo o mundo afeta as intenções de investimentos. A Petrobrás, citou Bento Albuquerque, já anunciou a postergação de alguns projetos, mas outras empresas anunciaram a intenção de manter os investimentos.

“Já tivemos notícias também que alguns outros agentes do setor de petróleo vão manter os investimentos que estavam previstos, até porque os investimentos em petróleo e gás são de longo prazo. Isso é estudado caso a caso”, disse.

Nos últimos dias o preço do barril de petróleo tem sofrido forte queda. Na quarta-feira, 22, o barril do Brent chegou a ser cotado a US$ 16, menor nível desde 1999. A queda do preço do petróleo está ligada principalmente à redução da demanda por causa das medidas restritivas adotadas pelos países como forma de combater o avanço do novo coronavírus.

Socorro a elétricas

Bento Albuquerque disse que o governo ainda não definiu data nem os bancos que farão parte da operação de socorro às distribuidoras de energia. Ele afirmou que a pasta está preocupada com a retomada da economia, mas não revelou quais ações do ministério estariam no Plano Pró-Brasil, anunciado na quarta pelo governo.

A secretária-executiva do ministério, Marisete Pereira, afirmou que a preocupação central da pasta é com a saúde financeira do setor de distribuição, que funciona como o caixa do setor elétrico. Segundo ela, o cálculo dos valores necessários para o empréstimo serão calculados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo ela, os números que circulam no mercado, de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões, são preliminares, e o governo vai utilizar todos os fundos do setor elétrico disponíveis para reduzir a necessidade do financiamento. “Devemos ter sinalização mais clara sobre empréstimo nesta semana.”

Marisete afirmou ainda que o empréstimo está sendo negociado com um sindicato de bancos públicos e privados e que há apetite das instituições financeiras. Ela disse que o ministro tem conversado com o Banco Central para que seja possível obter taxas mais atrativas. 

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