Governo mineiro nega privatização da Cemig

O governador Itamar Franco (sem partido) e o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Morais, negaram hoje que a estatal será privatizada no mandato do próximo presidente, independente de quem seja eleito, conforme notícia veiculada esta tarde por uma agência internacional. A informação foi atribuída ao diretor de Finanças e Relações com o Investidor da Cemig, Cristiano Correa de Barros, durante incorporação da empresa ao índice Latibex, seção da Bolsa de Madri destinada às empresas latino-americanas. Em um e-mail enviado no final da tarde de hoje ao presidente da Cemig, Barros negou que tenha dado tal declaração. Itamar ameaçou demitir o diretor da companhia se a notícia fosse confirmada e convocou uma entrevista coletiva para que o assunto fosse esclarecido. O governador salientou que a privatização da Cemig e da Copasa, a companhia de saneamento do Estado, depende de aprovação da Assembléia Legislativa e de um referendo popular, de acordo com legislação aprovada pelos deputados mineiros em 29 de outubro do ano passado. Na mensagem eletrônica enviada a Morais, o diretor de finanças disse que respondeu apenas a uma pergunta envolvendo a possibilidade de privatização da Cemig e que teria dito que "não há possibilidade de se fazer a venda das ações remanescentes do Estado de Minas Gerais no próximo ano qualquer que seja o governo, em função da qualidade dos serviços prestados pela Cemig". Barros disse ainda que as informações foram prestadas diante de jornalistas espanhóis, americanos e da própria imprensa brasileira, citando a Agência Estado. "Se ele tivesse confirmado essa informação, naturalmente ele estaria demitido", concluiu o governador mineiro.

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