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Governo minimiza socorro de R$ 2 bi da Caixa à Petrobras

Tasso Jereissati denunciou o empréstimo, levantando a suspeita de que a estatal teria sério problema de caixa

LEONARDO GOY, Agencia Estado

27 de novembro de 2008 | 10h41

Os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Planejamento, Paulo Bernardo, minimizaram nesta quinta-feira, 27, o socorro de R$ 2 bilhões da Caixa Econômica Federal para a Petrobras. "Isso não é grave para nenhuma empresa. Isso já foi feito tantas vezes", comentou Lobão nesta quinta ao chegar ao Senado. Já Bernardo afirmou que não há nada de anormal no fato de a estatal ter recentemente buscado empréstimos junto a instituições financeiras. Na quarta-feira à noite, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) denunciou o empréstimo, levantando a suspeita de que a estatal estaria sofrendo sério problema de caixa."A Petrobras já contraiu empréstimos no exterior, em outros momentos, e também no Brasil. Ela está apenas repetindo aquilo que sempre fez", disse Lobão. Segundo o ministro, a operação "não é nenhuma novidade". Ele reforçou que a Petrobras vai divulgar hoje uma nota explicativa sobre o empréstimo.Em entrevista à Agência Estado, Bernardo explicou que na penúltima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), realizada no final de outubro, foi dada autorização para que a Petrobras pudesse buscar financiamentos de até R$ 8 bilhões. No encontro realizado na quarta pelo CMN, como a empresa solicitou ter mais flexibilidade para buscar empréstimos junto a bancos e no mercado, Bernardo afirmou que o limite foi retirado. "A Petrobras é a maior empresa do Brasil e, publicamente, está dizendo que precisa de crédito e foi autorizada a ter um acesso maior (a empréstimos de bancos)".O ministro do Planejamento afirmou que ficou sabendo pela imprensa que a Petrobras tomou empréstimos de R$ 2 bilhões na Caixa Econômica Federal e disse que não tem informação que o Banco do Brasil também teria feito financiamentos à estatal. "A Petrobras, como qualquer outra empresa, precisa de recursos para movimentar seus projetos. Como há uma retração de crédito e parece que os bancos sumiram, (a companhia) precisa buscar recursos", comentou."Só acho inusitado o espanto com o fato de a Petrobras fazer isso, porque a companhia faz isso o tempo todo", disse Bernardo, referindo-se ao volume muito grande de investimentos e que somente neste ano deve ficar em torno de US$ 60 bilhões. "A empresa tem geração de caixa e quando precisa faz empréstimo. É normal. Qualquer grande rede varejista faz empréstimo. Por que a Petrobras não pode fazer?", questionou.

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