Governo monitorará preço do combustível

O governo decidiu monitorar o preço dos combustíveis em 28.903 postos e 199 distribuidoras existentes no País. O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, anunciou ontem que, por pelo menos 6 meses, as revendas não poderão ter margem de lucro superior a R$ 0,15 por litro e as distribuidoras, R$ 0,05 por litro. A medida poderá representar uma queda de preço, nos próximos dias, em todo o País. O ministro informou também que os postos de Brasília serão obrigados a reduzir o preço do litro da gasolina em 6%, passando de R$ 1,59 para R$ 1,50. Tourinho afirmou que o governo não está tabelando os preços dos combustíveis.A Agência Nacional do Petróleo (ANP) irá acompanhar os valores dos produtos em todo o País e, sempre que houver exagero, as revendas e distribuidoras serão denunciadas pela Internet. Segundo o diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, a agência deverá divulgar diariamente os nomes dos postos que estão vendendo o combustível acima da margem considerada aceitável pelo governo.Segundo Tourinho, de janeiro a agosto deste ano, os postos aumentaram a margem de lucro em cerca de 36%. Tourinho quer a redução imediata dos preços em cidades como Brasília e Fortaleza, onde se verificou a ação de empresários em reajustar os preços dos combustíveis acima daquilo que é considerado aceitável. Durante os próximos 180 dias ocorrerão reuniões entre o governo e empresários do setor de combustíveis. Empresários ficaram insatisfeitos com as decisões de Tourinho Apesar de terem concordado com as medidas do governo, os empresários saíram insatisfeito das reunião. "Querer dar um tratamento igual para todo o País para problemas que são pontuais nos parece perigoso e pode representar um retrocesso em termos de flexibilização do mercado", disse o diretor do Sindicato Nacional dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz. Segundo ele, a medida mais eficaz para garantir a redução dos preços dos combustíveis seria o governo federal convocar os Estados a reduzir fortemente a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o álcool hidratado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.