André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Governo muda comando da hidrelétrica de Itaipu

Antigos diretores, ligados ao PT, serão substituídos por nomes indicados por partidos da base aliada

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2017 | 00h21

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer decidiu retirar do comando da usina hidrelétrica binacional Itaipu todos os diretores ligados ao PT e substituí-los por representantes do PSDB, PP, PPS e PMDB. A decisão do Palácio do Planalto deverá ser publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira.

A direção-geral da binacional será ocupada por Luiz Fernando Vianna, ligado ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Ele ocupará a cadeira de Jorge Miguel Samek escolhido para o posto em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão de Temer ocorre em meio à pressão por parte da cúpula do PSDB por mais espaço no governo. Também está no radar dos tucanos fazer parte do “núcleo duro” do governo, com a indicação do deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a secretaria-geral da presidência. A confirmação do nome do deputado para o cargo deve ocorrer apenas após a disputa pela presidência da Câmara, prevista para o próximo dia 2 de fevereiro.

Além do PSDB, PP, PPS e o PMDB também foram contemplados na divisão dos cargos da direção de Itaipu, até então ocupada por petistas. Ligado ao atual ministro da Saúde, Ricardo Barros, Marcos Antônio Baumgartner assumirá como diretor técnico executivo. Rubens de Camargo Penteado, ex-secretário-geral do PPS no Paraná, será nomeado como diretor administrativo.

Outros dois cargos foram divididos entre o senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR). O primeiro emplacou Ramiro Wahrhaftig para a diretoria de coordenação. A relação de Wahrhaftig com Requião remonta ao período em que o senador foi governador do Estado. Na ocasião, o novo diretor ocupou a Secretaria da Indústria e Comércio do Paraná. Souza ficou com a indicação do diretor financeiro da binacional. O cargo deverá ser ocupado por Marcos Vitório Stamm, presidente do Conselho Superior da Associação Brasileira dos Advogados Públicos (Abrap). No mandato como senador (2011 a 2014), Souza já havia contratado Stamm como assessor de seu gabinete.

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