Fabio Rodrigues Pozzebom|Agência Brasil
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Governo não definiu data para devolução de R$ 180 bi do BNDES, diz ministro

Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira afirmou que instituição tem 'seus compromissos' e que governo 'não quer inviabilizar' os empréstimos do banco

Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2017 | 13h35

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta segunda-feira, 11, que não tem uma data estipulada para que os recursos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entrem no caixa do Tesouro.

Segundo reportagem do Estadao, o governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões no ano que vem.

"O BNDES tem seus compromissos e estamos discutindo as condições do banco em devolver o dinheiro", disse Dyogo Oliveira. O ministro proferiu na manhã desta segunda palestra de uma hora e meia na abertura do 14º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

Segundo Dyogo Oliveira, o que existe de prático, até agora, foi o pedido de devolução de recursos solicitado pelo governo. De acordo com o ministro, não há no governo nenhuma intenção de fazer algo com o BNDES que venha a prejudicar as suas atribuições, que inviabilize os empréstimos do banco.

"Não queremos fazer nada que inviabilize os empréstimos do BNDES", disse o ministro.

O BNDES já se pronunciou sobre o caso, afirmando que sem os recursos do governo, o banco pode ter dificuldade em ampliar crédito para as empresas.

Segundo o diretor da Área Financeira e Internacional, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, com os sinais de crescimento maior que o esperado, pode haver alta na demanda por empréstimos, mas o fluxo de caixa do banco de fomento não comportaria uma alta nos desembolsos junto da devolução bilionária.

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