Governo não descarta reajuste da gasolina

O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, admitiu ontem que o governo não afasta a possibilidade de um novo reajuste de combustíveis. No entanto, ele ressaltou que ainda não há decisão tomada, pois é preciso aguardar o impacto que a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de aumentar a produção do petróleo terá nos preços do produto no mercado internacional. "Vamos ver se isso ajuda a evitar a necessidade de um novo aumento", disse Parente.O terceiro reajuste do preço da gasolina este ano seria preciso para que o governo tentasse reverter o saldo negativo de cerca de R$ 600 milhões da Parcela de Preço Específica (PPE), fundo formado pela diferença de preço do produto no mercado internacional e interno. Por causa da preocupação em manter a inflação baixa, o período considerado ideal para esse aumento é a segunda quinzena de novembro, quando o reflexo nos índices inflacionários não comprometeria a meta de 6% traçada para 2000. "Nós sempre dissemos que não haveria reajuste após a eleição, mas temos que acompanhar as oscilações de preços no mercado e é isso que está sendo feito", disse Parente.

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