Governo não elevará meta de superávit para conter o dólar

O secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, descartou a possibilidade de um novo aumento da meta de superávit primário para esse ano, em função do aumento da taxa de câmbio. "Não vamos aumentar a meta de superávit primário", disse. Segundo ele, "não existe país no mundo que aumenta o superávit primário ao longo do ano a cada elevação da taxa de câmbio". Por isso, disse Guardia, não faz sentido o governo aumentar a meta de superávit agora, quando considera que a taxa de câmbio atual "não é razoável" para a realidade da economia brasileira. "Nós estamos num ?overshooting? (especulação exagerada) da taxa de câmbio", ponderou, ao ser questionado sobre os motivos pelos quais o governo preferiu aumentar os limites de gastos do Orçamento da União para esse ano em vez de elevar a meta de superávit primário, medida que poderia ajudar a acalmar o mercado financeiro. "O objetivo não é superar a meta, mas cumpri-la", justificou. Guardia ressaltou que o País já está fazendo um esforço fiscal importante num curto espaço de tempo. Ele lembrou que a meta de superávit primário das contas públicas já subiu, no ano, de 3,50% para 3,75% e, por último, para 3,88% do PIB. Na sua avaliação, a meta de superávit primário de 3,75% do PIB é compatível com uma trajetória de queda da dívida pública.

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