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Governo não está parado diante da crise, afirma Dilma

Ministra ressalta que governo 'vai fazer tudo para impedir as consequências danosas dessa crise'

Sandra Hahn, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 15h44

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a dizer nesta sexta-feira, 6, que o País está mais bem preparado para enfrentar os efeitos da crise financeira mundial e que o governo "não está parado". Ela afirmou que o Brasil "vai fazer tudo para impedir as consequências danosas dessa crise", e listou várias medidas que colocam o País em melhor situação.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise Dilma citou o volume de reservas, a criação do fundo soberano e o superávit primário, que mostra que as contas estão "absolutamente sólidas", em sua avaliação. Dilma lembrou ainda do "menor nível de endividamento da história do País", de 36% do Produto Interno Bruto (PIB). A ministra está em Porto Alegre, onde participa de reunião com deputados federais e estaduais do PT, junto com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Além da reunião, estava prevista a participação de Dilma na inauguração de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em São Leopoldo, onde formam investidos R$ 18 milhões na revitalização da Avenida João Correa. A agenda foi adiada em razão da morte deputado federal Adão Pretto (PT-RS), na quinta-feira. Dilma disse que fará aos deputados uma avaliação das medidas anticrise. A ministra lembrou ações adotadas na desoneração da indústria automotiva, aumento de liquidez no sistema bancário e melhora do crédito. Elas configuram, segundo Dilma, um quadro em que o governo passa a ser parte da solução. "Antes ele era parte do problema", comparou, ao dizer que, no passado, o governo quebrou diante de crises e recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que impunha uma receita de corte de investimentos, de salário e de demanda. "Hoje nós não estamos fazendo isso porque o governo não quebrou", disse a ministra. Ela afirmou que o governo fará um grande esforço para segurar o nível de emprego e citou como exemplo de medida a antecipação de obras do PAC.

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