Governo não estuda baixar imposto de outros setores

O ministro de Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, praticamente descartou nesta sexta-feira que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seja estendida a outros setores produtivos. ?Nós não temos nada em andamento nesse momento. Compete ao governo e às partes interessadas propor medidas de alcance mais longo do que simplesmente ações emergenciais?, disse. O ministro afirmou que a baixa demanda de produtos está mais relacionada à ?erosão? do poder aquisitivo nos últimos cinco anos e à alta taxa de juros. ?Nós temos consumidores e temos produtos, mas essa conexão precisa ser feita e não se resolve apenas com medidas emergenciais?, disse. ?Como já disse o governo, os juros vão cair?.Para Furlan, as reformas previdenciária e tributária são fundamentais para uma resposta positiva da economia. Sobre a insatisfação do setor produtivo com relação à reforma tributária, Furlan disse que o projeto ainda está em discussão e há ?muito chão? pela frente.De acordo com o ministro, uma das soluções para aumentar a demanda do setor produtivo é mais exportação. Furlan, que esteve em Campinas, no interior paulista, para participar de uma palestra promovida pelo setor de imóveis, criticou a burocracia das exportações e a paralisação dos fiscais da Receita Federal. Segundo ele, no mês passado o Brasil perdeu em exportação US$ 500 milhões e este mês a média diária de embarque está ainda menor.O ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer desenvolver um ?programa concreto de desenvolvimento? a partir dos recursos públicos disponíveis. ?Não vamos repetir experiências do passado?, disse Furlan, citando pelo menos mil obras públicas inacabadas, algumas a 5% da conclusão. ?Vamos terminar as obras com razão de ser e começar outras que também serão terminadas?, afirmou.

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