finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Governo não estuda mudança na fórmula da poupança, diz Mantega

Ministro da Fazenda classificou de equivocada notícia publicada na imprensa sobre alteração do cálculo da caderneta

Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

25 de outubro de 2011 | 17h32

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou de equivocada notícia publicada nesta terça-feira na imprensa sobre mudança no cálculo da remuneração da caderneta de poupança. "O governo não estuda mudança na fórmula de cálculo da caderneta de poupança", disse o ministro.

Segundo o jornal Valor Econômico, que menciona uma "fonte graduada" do Planalto, o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional, no primeiro trimestre de 2012, um projeto de lei com as novas regras para o rendimento da caderneta de poupança. A proposta mais factível é a substituição dos juros fixos de 0,5% ao mês (6,16% ao ano) por um redutor de 20% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), que não será extinta.

Em 2009, o governo chegou a discutir alterações nas normas de indexação da caderneta, que, naquele momento, com a taxa Selic em queda, ameaçava retirar a atratividade dos fundos de investimentos. Agora, com a perspectiva de um ciclo de cortes mais intenso dos juros, a incompatibilidade entre a indexação na poupança e o corte da taxa Selic se recoloca.

Economistas apontam que duas questões importantes deverão ser consideradas pelo governo caso decida alterar a remuneração da caderneta de poupança com base em 80% da Selic, mantendo a Taxa Referencial, a TR.

Uma delas é a definição do tamanho do redutor da Selic, que pode tornar a poupança mais atrativa que fundos de investimento. Outra questão é separar os recursos das novas cadernetas de poupança para o funding do setor de habitação, pois hoje a Caixa capta a 6% mais TR, enquanto empresta os recursos entre uma faixa que vai de 8% a 11,5%, mais TR.

Tudo o que sabemos sobre:
PoupançaMantegacaderneta

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.