Governo não fará intervenção na Parmalat

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, afastou hoje a possibilidade de intervenção ou ajuda financeira do governo federal na crise da Parmalat. Ele disse que a ênfase é encontrar soluções que permitam a continuidade das atividades da cadeia produtiva do leite. Para o ministro, que participou de audiência pública no Câmara sobre a crise na empresa, documentos contábeis da matriz na Itália são de uma fragilidade assustadora. "O grau de vulgaridade, de fragilidade das fraudes contábeis, é assustador", afirmou o ministro, que esteve na semana passada na Itália, onde se reuniu com autoridade italianas e com o interventor do governo na empresa, Enrico Bondi.Rossetto afirmou que não houve queda dos preços pagos aos produtores, a informação foi rebatida pelo deputado Leonardo Vilela (PP-GO), que ressaltou que os preços caíram de R$ 0,49 o litro, antes da crise da multinacional, para atuais R$ 0,20 em algumas regiões. O ministro destacou que no ano passado o Brasil produziu 23 bilhões de litros de leite e há expectativa de crescimento. No Brasil, 1,8 milhão de agricultores trabalham com pecuária leiteira e 700 mil pessoas estão ligadas ao mercado formal. Desse total, 570 mil são agricultores familiares, que respondem por 52% da produção nacional.

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