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Governo não permitirá preços abusivos para álcool, diz Pratini

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pratini de Moraes, disse hoje que o embate travado entre os produtores de cana-de-açúcar e as distribuidoras de combustíveis com relação aos preços do álcool é um problema de "difícil solução". "Trata-se de uma queda-de-braço entre diferentes membros da cadeia, que pretendem remunerar melhor o seu estágio de produção, que só deverá ser resolvida por meio do entendimento", afirmou.Os usineiros disseram que a alta de preços, que chegou a 125% desde agosto deste ano, foi motivada pela recuperação de margens do produto e pela politica equivocada do governo federal na regulação de estoques. Em contrapartida, as distribuidoras defendem a redução do porcentual de adição do álcool anidro à gasolina, de 25% para 20%, como forma de reduzir custos.Segundo Pratini de Moraes, mesmo com o entendimento, o governo federal "não permitirá abusos na condução dos preços e os órgãos responsáveis pela questão, como a ANP (Agência Nacional do Petróleo), deverão agir". Amanhã ele terá uma reunião com representantes da cadeia produtiva do álcool em Brasília.Em palestra hoje no Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), o ministro disse aos participantes que "aposta no sucesso do Proálcool" e defendeu a "redução ou eliminação de tributos sobre recursos naturais renováveis", o que incluiria a cana-de-açúcar.De acordo com Moraes, o fracasso do programa na década passada foi motivado pela dificuldade da manutenção da produção de cana suficiente para abastecer o setor automobilístico.No entanto, "com a proposta de fabricação de carros bicombustíveis, o Proálcool deverá ser viabilizado", disse.EstocagemPara o ministro Pratini de Moraes, o programa de estocagem de álcool do governo será fundamental para a estabilização de preços do produto no futuro. "O programa de estocagem ajudará a maior estabilidade na oferta", disse. Ele concorda que o programa levou muito tempo até ser implementado e terá pouco efeito este ano, porque começou no final da safra. "A minha expectativa é de que no próximo ano esta questão esteja solucionada", afirmou.O ministro defendeu a idéia de que o país mantenha permanentemente em estoque pelo menos 1 bilhão de litros, além do volume da Petrobras. "Mas estes são números indicativos que ainda deverão ser discutidos pelo pessoal técnico", reiterou. No mês passado, o governo federal liberou R$ 500 milhões para o programa de estocagem no mês passado.LeiteUma antiga reivindicação dos produtores de leite deverá ser finalmente atendida pelo governo federal. O ministro da Agricultura que a proposta de inclusão do leite na política de preços mínimos deverá ser encaminhada para apreciação do Conselho Monetário Nacional (CMN) na próxima reunião. "Já estamos finalizando os estudos tanto para a inclusão do leite na política de preços mínimos quanto para financiamentos de estocagem do produto", informou. Além do Programa Nacional de Melhoria e Qualidade do Leite (PNMQL), cuja portaria já foi publicada, a política de preços mínimos através dos Empréstimos do Governo Federal (EGF), segundo o ministro, será fundamental para corrigir as distorções de preços. "Não é possível o litro de leite custar R$ 0,20. É o preço mais barato do mundo", afirmou na palestra feita para executivos de finanças.Durante a apresentação no Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef), Pratini disse que a agricultura brasileira tem qualidade e produtividade suficientes para competir em qualquer lugar do mundo, mas os produtores precisam aprender a vender. Da mesma forma, afirmou que em qualquer das negociações bilaterais ou multilaterais previstas para o próximo ano o país deverá tratar do acesso a mercados para a produção agrícola brasileira. "Ou se negocia o acesso a mercados ou não se negocia nada", disse.

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